domingo, 7 de setembro de 2014

jour #9 en route (marrakech-essaouira)


dia de deslocação. acordámos pelas dez e meia, já levava o sol alguma altura, protegidos do calor por uma manta estrategicamente colocada na noite anterior, virada a este. à falta de pequeno-almoço no hotel, arrastámo-nos até ao terraço do hotel do lado. os pequenos-almoços marroquinos reanimam uma pessoa. o final da manhã foi dividido entre compras na medina e desarranjos ventrais de um dos elementos do grupo, no hotel. ao longo da viagem, estes desarranjos, que começaram a dar sinal por esta altura, dividir-se-iam ao jeito da divisão clássica do egipto: entre alto ventre (cólicas de estômago) e baixo ventre (intestinos). embora num grau tolerável, todos fomos de um modo ou de outro afetados, com uma exceção: o tiago. se dúvidas houvesse quanto ao mais marroquino dos elementos do grupo, estavam desfeitas. aliás, quando ele vestia o sobretudo marroquino comprado em segunda mão em chefchaouen, ficava indistinguível (ver foto).


lá saímos para essaouira. a paisagem revelava-se agora plana e agreste, com grandes extensões quase sem arbustos. almoçámos  à beira da estrada, ladeados de um casal português (a viajar de mota), um casal italiano e uma numerosa família marroquina. prosseguimos, até finalmente vermos o mar. o sol caía rapidamente quando entrámos em essaouira, a portuguesa mogador. pequena operação stop à entrada da cidade, percalço não suficiente para nos impedir de chegar a tempo do pôr-do-sol na praia, com o sol a cair direto sobre o mar. sentimos a viagem a virar, para algo mais ao jeito da primeira southwest na costa vincentina. entrámos nas muralhas da cidade já era noite. enquanto nos tentávamos orientar para um dos hotéis bon marché do guia, fomos abordados por um senhor marroquino com talvez perto de 50 anos, de criança ao colo, que se predispôs a ajudar-nos a encontrar o hotel que pretendíamos ou, estando esse cheio, outro. lá seguimos com ele, jimi chaplin de seu nome (ou pelo menos assim se apresentou), tocador de baixo. acabámos por encontrar um hotel, maison des couleurs, barato, com um acolhimento simpático e com uma decoração muito engraçada (muitas cores, móveis retro). lá assentámos arraiais. agradecemos ao jimi, com alguns dirhams, bem entendido. pousámos as coisas e fomos jantar. com apetite e com gosto. rebolámos de volta ao hotel e adormecemos.

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